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20 de jun de 2010

Tema: Prece

TEMA: PRECE


Faixa etária : 11/12 anos


Desenvolvimento:

Hoje a nossa aula será "animada". Começaremos com música. Essa música que estamos ouvindo nos traz uma mensagem. Vocês sabem o que é uma mensagem?(ouvi-los e concluir que mensagem é um recado, uma comunicação)
O canto é um meio de expressão tão valioso que podemos dizer que a música é a linguagem da alma.
Hoje vamos analisar uma mensagem que nos veio por meio de uma canção. Vamos então nos dividir em grupos e ver qual recado que nos traz essa canção.
A turma divide-se em pequenos grupos (mínimo 4 e máximo 6) e cada grupo escolhe:

a) um coordenador que tem como função animar e coordenar a discussão e suscitar de cada jovem a maior participação possível;

b) um secretário que anota e sintetiza as palavras dos participantes




ANÁLISE: A Montanha (de Roberto e Erasmo Carlos)


Eu vou seguir uma luz lá no alto.
Eu vou ouvir
Uma voz que me chama
Eu vou subir
A montanha e ficar
Bem mais perto de Deus e rezar...
Eu vou gritar
Para o mundo me ouvir e acompanhar
Toda a minha escalada e ajudar
A mostrar como é
O meu grito de amor e de fé...
Eu vou pedir
Que as estrelas não parem de brilhar
E as crianças não deixem de sorrir;
E que os homens jamais
Se esqueçam de agradecer.
Por isso eu digo:
Obrigado, Senhor, por mais um dia
Obrigado, Senhor, que eu posso ver.
Que seria de mim
Sem a fé que eu tenho em Você?
Por mais que eu sofra
Obrigado, Senhor, mesmo que eu chore;
Obrigado, Senhor, por eu saber
Que tudo isso me mostra o cmainho
Que leva a Você
Mais uma vez
Obrigado, Senhor,
Por outro dia;
Obrigado, Senhor,
Que o sol nasceu;
Obrigado, Senhor,
Agradeço Obrigado, Senhor,
Por isso eu digo:
Obrigado, Senhor,
pelas estrelas
Obrigado, Senhor,
Pelo sorriso
Obrigado, Senhor,
Agradeço, Obrigado, Senhor,
Mais uma vez
Obrigado, Senhor,
Por um novo dia
Obrigado, Senhor,
pela esperança
Obrigado, Senhor,
Agradeço, Obrigado, Senhor,
Por isso eu digo
Obrigado, Senhor,
Pelo sorriso
Obrigado, Senhor,
Pelo perdão
Obrigado, Senhor, agradeço
Obrigado, Senhor,

Mais uma vez
Obrigado, Senhor,
Pela natureza
Obrigado, Senhor,
Por tudo isso
Obrigado, Senhor,
Agradeço, Obrigado, Senhor.


Questões sugeridas para análise e resposta dos grupos:


1) Você acha que, subindo uma montanha, nós estaremos mais perto de Deus? Por que?

2) O que nos coloca mais perto de Deus?

3) Preste atenção à canção, que diz: "Eu vou gritas para o mundo me ouvir e acompanhar toda a minha escalada"Que me diz disso?

4) O que você costuma pedir a Deus em suas preces?

5) Vimos nessa canção duas maneiras de orar: uma vez pedindo e outra agradecendo. O que foi que ele pediu?


6) O que foi que agfradeceu?

7) Além de tudo isso que ele agradeceu, o que mais você agradeceria a Deus?






8) Leia com atenção e comente aqui esta quadra:


"por mais que eu sofra,
Obrigado, Senhor, mesmo que eu chore:
Obrigado, Senhor, por eu saber
que tudo isso me mostra o caminho que leva a Você..."


9) E agora que você já entendeu a mensagem desta canção, diga-me uma coisa: por que será que as pessoas se interessaram tanto por ela a ponto de torná-la um sucesso?


Nota: Estas perguntas são apenas sugestões nossas que o evangelizador poderá usar em sua totalidade ou não, procurando atender o nível da turma.
Após as discussões, reúnem-se os grupos e cada secretário lê seu relatório, cujos pontos principais podem ser escritos no quadro negro. Prosseguem os debates sobre os relatórios, colocando-se em comum o resultado dos vários grupos.


Conclusão: Essas respostas são para orientar o evangelizador. Na conclusão do trabalho ele poderá ter em mãos as respostas sugeridas sem que se prenda a elas. Poderá chegar a conclusões mais simples ou mais amplas, de acordo com a compreensão da turma)


Respostas sugeridas:


1) Não, porque a montanha é uma coisa material.

2) É o nosso estado de alma. É a maneira como estamos nos sentindo


3) A criatura traduz aqui o desejo de progredir em massa. Não seriamos felizes mesmo conquistando nossos anseios, se alguém a quem amamaos continuasse em estado de ignorância e sofrimento.

4)...


5) que as estrelas não parem de brilhar


6) obrigado , Senhor, por mais um dia
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Aula 2


Comunidade Espírita Atitude de Amor


Departamento de Evangelização Infantil


a)Alegria Cristã,


b)momento do evangelho com fantoche,

c)prece,

d)conversar sobre a tarefinha da semana.


Objetivos: A criança deverá reconhecer que a prece é de valor inestimável na vida da criatura, por trazer-lhe alento nas horas de tristeza, alívio nos momentos de dor, esclarecimento nas situações de dúvida, ajuda na necessidade.

Primeiro momento:
Perguntar:


a) Quem faz prece aqui? Aguardar resposta.


b) O que é a prece? Aguardar resposta.


c) Que fez prece hoje? E ontem? Aguardar a resposta.

Segundo momento:

com o auxílio de um fantoche, chamar a atenção dos alunos sobre o assunto que será abordado na aula. Dizer que hoje estamos com uma ajudante nova e que ela irá nos auxiliar.
A ajudante (fantoche) falará rapidamente de maneira que os evangelizandos não compreendam.
Questionar se eles entenderam o que a colaboradora falou.
Repetir novamente só que desta vez devagar, fazendo com que todos compreendam.
questionar:
Por quê vocês não entenderam da primeira vez?
Quando que vocês entenderam melhor? Por que?
(deixar as crianças falarem).
Assim também é a prece: Se agente orar de qualquer jeito, falando qualquer coisa, a nossa prece não chega até Deus.

Terceiro momento:

É dado a cada criança um pequenino pedaço de chocolate e pede-se que ela engula inteiro (é um pedaço bem pequeno, assim que colocar na boca, sem nem sentir o gosto, rapidamente mesmo).
Depois, dá-se a cada criança um outro pedaço de chocolate do mesmo tamanho do anterior e pede-se que ela saboreie o chocolate, deixe-o derreter na boca, enfim, que coma bem devagar.

Quarto momento:

Explicar que, quando fizemos nossas preces sem pensar, com pressa, sem sentimentos, é como comer o chocolate sem sentir o gosto, não fica o gosto em nossa boca, é quase como se não tivéssemos comido.
Se orarmos com amor e sinceridade no coração, com calma, pensando no que estamos fazendo, é como comer o chocolate devagarinho, saboreando-o, com vontade, sentindo o gosto do chocolate que fica na boca.

Quinto momento:

Explicar, com muito amor, que prece é uma conversa com Deus; que podemos orar em qualquer lugar e em qualquer momento, na rua, em casa, no Centro Espírita, na escola; que a oração pode ter três objetivos: agradecer, louvar e pedir; que uma prece pode ser espontânea ou decorada (dar como exemplo de prece decorada o Pai Nosso); que devemos orar com palavras sinceras, saber o que dizemos e orar com o coração, com sentimentos verdadeiros; uma oração não precisa ser bonita ou comprida para ser atendida; que Deus sempre ouve nossas preces.


Sexto momento: Vamos ouvir uma história


PRECE






Bolinhas de Amor (http://www.cvdee.org.br/ev_planotexto.asp?id=572)

Meu amiguinho Juninho, mora do lado da minha casa e estudamos juntos. Ele é muito legal, sempre empresta seus brinquedos, nunca respondeu para seus pais nem para ninguém, ajuda seus amigos, é obediente. Bom... Eu também sou assim e sei que você também deve ser...
O Juninho sempre agradece ao Papai do céu por tudo o que ele tem, pela família, pelos amigos, pela saúde.
Bom... Eu também agradeço e sei que você também deve agradecer...
Mas o Juninho fazia a prece de maneira diferente. Todas as noites antes de deitar-se, Juninho pegava debaixo da sua cama uma canequinha com água e sabão e um canudinho... Ia até a janela e fazia MUITAS bolinhas de sabão. Depois fechava a janela apagava a luz e ia se deitar.
Da minha casa dava para ver as bolinhas subindo...subindo... Quando estavam muito altas eram estouradas pelas pontas das estrelas.
Um dia teve uma excursão na escola, fomos de ônibus para um acampamento. Foi muito legal!!
Brincamos de bola, nadamos, andamos a cavalo, comemos muitas coisas gostosas...só paramos de brincar quando a professora disse que já era tarde e mandou todos irem para sua cabana dormir.
Estava deitado quando Juninho veio desesperado me acordar. Queria que eu o ajudasse a encontrar um canudo e água com sabão.
Decidi conversar com Juninho e descobrir que estória era essa de água com sabão.
- Para que você quer água com sabão Juninho?!
- Para fazer a minha prece, agradecer o dia maravilhoso que tivemos hoje. Como vou falar com o Papai do céu se ele está lá em cima??!! Nem se eu gritar com toda a minha força ele irá me escutar.
Por isso eu faço os meus pedidos, converso com ele e agradeço através das bolinhas. O que eu falo fica dentro da bolinha e vai para o alto... Perto do Papai do céu e quando a bolinha estoura Ele consegue escutar!
- Mas eu já fiz a minha prece e não precisei de água com sabão.
- Não!!!?? Mas como falou com o Papai do céu então?!
- Com o pensamento, com o coração.
- E o pensamento, o coração vai até o céu como a bolinha de sabão?!
- Não!! Vai bem mais alto que ela, vai para onde desejarmos que ele vá. O Papai do céu escuta o nosso coração, o nosso pensamento, por isso quando for fazer a sua prece é só pensar com amor, com carinho, orar de coração que o Papai do céu ira escutar você. E sempre lhe ajudará.
- NOSSA! Eu não sabia disso!!
- Então venha, vamos fazer a prece nós dois juntos,
Agradecendo o dia maravilhoso que tivemos. Fizemos a nossa prece e tivemos certeza que o Papai do céu escutou-nos e ficou muito feliz.
E desse dia em diante nunca mais se viu, durante as noites, bolinhas de sabão saindo da janela do Juninho!


(Autora - Regina Amélia de Oliveira)






Sétimo momento:
Atividade:

Escolher um redator para escrever a prece elaborada pela turma:
Fazer todos juntos uma prece da seguinte forma:
Cada um fala uma ou duas frases e o próximo continua até chegar ao fim.

Exemplos de preces: Agradecimento, pedido e louvor

agradecimento: Obrigada papai do céu, pela minha casinha, pela mamãe, pela comidinha que nunca falta na minha mesa, pela roupinha quentinha e a caminha gostosa. Obrigada papai do céu, eu sou muito feliz por tudo que o Senhor me deu.

pedido: papai do céu, a minha mãezinha está doentinha, eu queria pedir para o senhor curar ela. Ajuda minha mãezinha papai do céu, ela sempre foi tão boa para mim, eu sei que o senhor sempre ouve nossas preces, por isso estou te pedindo, ajuda minha mãezinha a ficar boa.

louvor: Oh papai do céu! Como és bom! Como é maravilhoso o mundo que nos deste para viver. Como o senhor é sábio, tudo aqui está no lugar certo. Te louvo, papai do céu, por seres tão maravilhoso.
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Aula 3

A PRECE - Seu significado e importância em nossa vida


Grupo Augusto Cezar Netto – Paraisópolis – 3ª e 4ª séries - Março 1999/2001




Subsídios:


O Evangelho Segundo o Espiritismo – Allan Kardec – Cap. 27 – Pedi e Obtereis

O Livro dos Espíritos – Allan Kardec – Livro Terceiro – As Leis Morais – Cap. II – Lei de Adoração


O Espiritismo para as Crianças – Cairbar Schutel – A oração – pág. 17


52 Lições do Catecismo Espírita – Eliseu Rigonatti – 1ª, 2ª, 3ª e 4ª lições


Lembrete:

Ao utilizar a literatura espírita, não esqueça que o objetivo do nosso trabalho é transmitir o Evangelho e a Moral Cristã a alunos de todas as religiões. Dessa forma, não devemos citar conceitos espíritas, respeitando a opção religiosa de todos os nossos evangelizandos.


Apresentação:

Caros Evangelizadores, esta pode ser a primeira aula que seus aluninhos terão com o Grupo Augusto Cezar Netto no Domingo de Lazer. A partir dela, inicia um importante relacionamento nosso com eles, que pode transformá-los e enriquecê-los de muita esperança, fé na vida, bons sentimentos e boas ações. Basta a gente acreditar nisso pra valer e também que somos as pessoas certas, escolhidas pelo nosso Pai, para esta tarefa. O relacionamento deles conosco pode ir até estes alunos chegarem à 8ª série. Faça uma pequena apresentação do nosso Grupo, explicando quem somos e porque estamos aqui. “Somos eternamente responsáveis por aqueles que cativamos.” Convém também dizer que teremos 7 a 8 encontros mensais com eles durante o ano. Como prêmio pela participação, aqueles que tiverem o menor número de faltas receberão as sacolinhas de Natal no final do ano. Portanto, vale a pena não faltar nenhuma vez. As datas dos encontros serão informadas no painel da escola e também no crachá que receberão em breve


Partes da Aula:

Nossas aulas devem sempre começar e terminar com uma prece. Antes de iniciar o Desenvolvimento do Tema, propriamente dito, devemos fazer uma Incentivação Inicial, para que os alunos despertem seu interesse e curiosidade pelo tema do dia. Para encerrar, fazemos sempre uma atividade para Fixação e Avaliação do Aprendizado. Logo, a estrutura da nossa aula fica assim:

Prece Inicial


Avisos


Incentivação Inicial para o Tema do Dia


Desenvolvimento do Tema


Fixação e Avaliação do Aprendizado


Prece de Despedida

Objetivos:


- Informar que a prece é um ato de adoração a Deus, onde é mais importante o sentimento que o local;
- Desenvolver o hábito de orar espontaneamente e com sentimento.

Incentivação Inicial:
- Colocar uma música suave e pedir que as crianças ouçam e digam o que sentiram ao ouvirem a música.

Desenvolvimento:
-Apresentar três faixas com as seguintes palavras(ou escrever na lousa):
Profeta
Adoração a Deus
Samaritanos
Perguntar à sala o que eles entendem por estes termos, ouvir as respostas e se necessário completar:


Profeta: Atribui-se ao profeta o dom de revelar o futuro. No sentido evangélico tem o significado mais amplo, aplicando-se a todos os mensageiros de Deus.

Adoração a Deus: A elevação do pensamento a Deus através da prece.

Samaritanos: Era um povo que vivia na região de Samaria, que tinham divergência religiosa com os Judeus, e por isso eram perseguidos ou desprezados. E para não precisarem ir até Jerusalém, construíram um templo próprio sobre um monte (se possível, localizar em um mapa onde estamos e onde fica a Samaria).


Encontramos a seguinte passagem no Evangelho:
“Jesus deixou a Judéia em direção a Galiléia. Era necessário passar por Samaria. Cansado da viagem, sentou-se junto a uma fonte. Veio uma mulher tirar água e conversaram. À certa altura disse-lhe a Samaritana:
- Senhor vejo que és profeta. Nossos pais adoraram a Deus sobre este monte e vós dizeis que é em Jerusalém o lugar onde se deve adorar.
Disse-lhe Jesus:
- Mulher, crede-me que nem neste monte e nem em Jerusalém é o lugar certo para adorar Deus. Mas em qualquer lugar.”


Dividir a classe em grupos e fazer as seguintes perguntas:

1- O que é prece? É uma conversa com Deus, onde, antes de mais nada, agradecemos a Ele por tudo que somos e temos em nossa vida (saúde, uma família, um lugar para morar, a oportunidade de estudo etc). É também o momento em que pedimos o Seu auxílio, Sua orientação e proteção para a nossa vida e das outras pessoas. É mais válida uma prece simples, curta e espontânea, mas com sentimento, do que uma prece decorada, longa, feita de forma automática e distraída. Numa prece, devemos pedir e agradecer.


2- Quando devemos orar? Não há uma regra, mas costumamos rezar no início de um novo dia, e também antes de dormir. Pode-se também rezar antes das refeições, para agradecer o alimento que vamos comer. Sempre que vamos enfrentar um problema ou uma decisão difícil, também devemos rezar para pedir a ajuda de Deus. Ligados a Ele, temos muito mais condições de superar as situações complicadas da nossa vida.

3- Qual é o melhor lugar para se orar?
Explicar que Deus mora no coração de todos os seus filhos, não necessitando de templos ou igrejas. Não existe um povo ou religião mais especial para Deus: o que conta é a pureza do coração. Pode-se lembrar dos países em briga e em guerra religiosa. Faz sentido?

4- O que devemos pedir para Deus?
Ao invés de pedir dinheiro, coisas prontas e outras facilidades, devemos pedir a Deus a Sua orientação e Suaproteção na nossa vida. Isto é o suficiente para que estejamos afastados dos perigos que existem e também que saibamos melhor resolver os nossos problemas. Antes de pedirmos, Deus já sabe o que realmente precisamos. Porém, somente conseguimos receber sua ajuda se estivermos mentalmente ligados a Ele. Nossa mente funciona como um rádio: para ouvir determinada música, precisamos primeiro sintonizar a estação certa. Não dá para receber a ajuda de Deus se ficamos o dia inteiro em frente à televisão ou conversando com a vizinha. Muitas pessoas querem que Deus resolva todos os problemas para elas, sem que precisem se esforçar. Estão pedindo as coisas erradas. Deus quer que consigamos atingir nossos objetivos através do uso de nossas forças e da sabedoria que Ele nos deu. Isto é, Deus não vai trabalhar por nós, nem limpar nossa casa, nem fazer a prova em nosso lugar.

Pode-se citar a seguinte história:
“Um pai tentava explicar a seu filho que Deus está presente em todos os lugares e sempre nos ouve. Certa vez, foram fazer um viagem a cavalo e durante a noite prenderam os animais a uma árvore para evitar que fugissem. O pai explicava ao filho o poder da prece e ao anoitecer o menino rezou a Deus:
- Senhor, se o Senhor existe mesmo fazei com que os cavalos não fujam” e soltou as cordas que seguravam os cavalos.
Na manhã seguinte percebeu que os animais haviam fugido e contou ao Pai, dizendo que Deus não ouviu suas preces. O pai lhe respondeu:
- Deus ouviu sua preces, porém naquele momento ele precisava das suas mãos pra amarrar os cavalos.”


FIXAÇÂO: Frase em código: TODAS AS PRECES SÃO BOAS QUANDO VINDAS DO CORAÇÃO
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Aula 4

Prece - como orar - 07 a 12 anos
(Plano 554 de 730)


SEARA BENDITA INSTITUIÇÃO ESPÍRITA
GRUPO AUGUSTO CÉZAR NETTO
PARAISÓPOLIS - MARÇO/2000 – AULA 12p03
Aula: 1ª e 2ª séries
Faixa Etária: 07 a 12 anos


TEMA: DEUS - JUSTIÇA SUPREMA

PRECE: COMO ORAR

SUBSÍDIOS:
O Evangelho Segundo o Espiritismo - Allan Kardec
Capítulo XXVII - Qualidades da Prece


OBJETIVOS:


01) Fazer com que a criança reflita sobre as suas necessidades materiais e espirituais, levando-as a entender que Deus não castiga ninguém, que todos tem problemas e que devemos administrá-los da melhor forma possível, valorizando o que possuímos.


02) Falar sobre a simplicidade das orações.


DESENVOLVIMENTO:
Contar a seguinte estória:

Rodrigo era uma menino que estava sempre muito triste. Reclamava de tudo o que tinha, nunca estava contente com nada. Tinha muitos amigos com os quais brincava todos os dias. Uma tarde, estava conversando com dois deles, Juliana e Leonardo:

Rodrigo: Estou muito triste com Deus!

Juliana: O que aconteceu, Rodrigo?

Rodrigo: Minha mãe falou, que a gente tem que orar todos os dias, e pedir a Deus tudo o que a gente quer. Faço isso sempre, mas parece que está não dando muito certo!

Leonardo: Bem, depende de como você está se comportando. Minha tia sempre diz para o meu primo João, aquele bagunceiro, sabe: " - Se você não fizer tudo direitinho, o Papai do Céu vai te castigar! Você não vai ter nada do que você pedir!".

Rodrigo: Ah! Eu acho que estou me comportando, e muito bem. Vou todos os dias à igreja, na mesma hora, quando saio da escola, e fico lá mais de meia hora lendo um livrinho de orações que eu ganhei. Você precisa ver cada coisa bonita que está escrita. Eu acho que ele deve estar gostando do que eu digo, ou será que não está?

Juliana: Eu acho que não é nada disso do que vocês estão dizendo. Meu pai sempre fala que Deus não castiga ninguém, e que não quer ouvir só palavras bonitas. Ele quer apenas que sejamos sinceros quando fazemos as nossas orações. Não precisamos sair de casa para orar. Basta ficar quietinho num canto e pensar em Jesus!

Rodrigo: Ah! Eu pensei que ele gostasse só de ouvir palavras bonitas... Bom, mas mesmo assim ele não está me atendendo. Eu sempre peço para o meu pai ganhar na loteria e a gente ficar muito rico, para eu poder comprar todos os brinquedos que eu quero, mas isso nunca acontece. Me sinto tão infeliz por causa disso!!!

Juliana: Infeliz!, Rodrigo! Você já pensou nas coisas boas que você tem? Pai, mãe, irmãos, amigos, todos com saúde. Você é perfeito, pode crescer, trabalhar e ganhar muito dinheiro!
Já pensou no Leonardo aí, que além de não ter os pais e nem um irmão, mora com a avó velhinha e doente!

Leonardo: É mesmo Juliana. A minha avó até tem dinheiro, nós não passamos necessidades, mas não é fácil pensar que vou ficar sozinho quando ela morrer. Peço sempre nas minhas orações que Deus deixe ela ainda muito tempo comigo!

Rodrigo: É, acho que estou pedindo muito... Preciso pensar melhor antes de fazer os meus pedidos.

Juliana: Deus é muito justo. Não faz diferença entre as pessoas.
Não faz diferença entre as pessoas. Ele sabe o que cada um de nós precisa. Muitas vezes pedimos uma coisa e ele nos dá outra.

Rodrigo: Você tem razão. Nunca tinha pensado nisso antes. A partir de agora vou passar a pedir saúde para os meus pais e irmãos!

Juliana: Lembrem-se sempre que Deus gosta das coisas simples, sabe das nossas necessidades, ama todas as pessoas deste mundo igualmente, aceitando-nos com nossas qualidades e defeitos!

AVALIAÇÃO:
Fazer comentários e perguntas sobre o texto, enfatizando os objetivos.

FIXAÇÃO:
Pedir para que a criança reflita sobre suas necessidades e treiná-las a fazer uma oração simples. Perguntar se alguma criança quer fazer a oração em voz alta, caso contrário, proporcionar apenas um momento de silêncio.
Dramatização com o conteúdo do texto, feita pelas próprias crianças.


SUGESTÕES:
- Utilizar teatro de varetas, sombra ou fantoches.
- Usar música durante o treino da oração para melhor concentração.


OBSERVAÇÕES: Estas são apenas sugestões. O evangelizador deve preparar a aula de acordo com a sua criatividade.
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Aula 5
TEMA: A Prece - seu valor

OBJETIVO: A criança deverá reconhecer que a prece é de valor inestimável na vida da criatura, por trazer-lhe alento nas horas de tristeza, alívio nos momentos de dor, esclarecimento nas situações de dúvida, ajuda na necessidade.

BIBLIOGRAFIA:
Mt, 6: 5 a 13; 26: 41
ESE, cap. 27; LE, itens 658 a 666
Nosso Lar (André Luiz / F. C. Xavier), caps. 1 e 2; Entre a Terra e o Céu (André Luiz / F. C. Xavier), caps.1 e 2; Ação e Reação (André Luiz / F. C. Xavier), cap. 19; Missionários da Luz (André Luiz / F. C. Xavier), cap. 5; Voltei (Irmão Jacob / F. C. Xavier), cap. “Em Posição Difícil” Almas em Desfile (Hilário Silva / F. C. Xavier e Valdo Vieira), cap. 6

AULA:

a) Incentivação inicial:
Narração.
Narrar o drama do Espírito André Luiz, vivido no Mundo Espiritual, em regiões inferiores, onde sofreu muito, até o momento em que se decidiu a recorrer à prece:
Após desencarnar, André Luiz perambulou, durante oito anos, entre Espíritos desequilibrados, sofrendo perseguições, acusações, zombarias, além da fome e da sede que sentia, como se estivesse encarnado. Nesse lugar, a que os Espíritos dão o nome de Umbral, fugia de um lado para outro, sem que nada o pudesse livrar do sofrimento, nem das perseguições, nem da sua consciência atormentada. Era uma situação horrível, em que sentia a presença aterrorizante de Espíritos impiedosos, a ouvir lamentos de uns e gargalhadas de zombaria de outros, em meio à escuridão ou à neblina espessa.
Depois de muito sofrer, relata André Luiz: “E, quando as energias me faltaram de todo, quando me senti absolutamente colado ao lodo da Terra, sem forças para reerguer-me, pedi ao Supremo Autor da Natureza, me estendesse mãos paternais, em tão amargurosa emergência.” (Nosso Lar, cap. 2)
Orou, sem saber por quanto tempo, até que viu o nevoeiro dissipar-se aos poucos e aparecer à sua frente a figura de um velhinho simpático, que o atendeu com carinho, e o encaminhou à Colônia Espiritual Nosso Lar, onde se restabeleceu, estudou, reeducou-se espiritualmente e, mais tarde, conseguiu trabalho.
André Luiz conta, no livro Nosso Lar, que havia sido médico na sua última existência na Terra, mas era egoísta e materialista, cheio de amor-próprio e muito orgulhoso. Diz, também, que nunca se preocupara seriamente com o próximo. Por isso, ao desencarnar, passou por todo esse sofrimento. Por esta experiência de André Luiz, podemos avaliar o valor da oração sincera. Este é o tema da aula de hoje: o valor da prece.


b) Desenvolvimento:
Exposição.
Em ciclos anteriores, já estudamos o que é a prece: é a ligação mental de uma criatura com Deus, com Jesus, ou com os Bons Espíritos. Todos podemos e devemos orar, por nós mesmos e pelos outros. Podemos orar para pedir, agradecer e louvar.
Qual o valor da prece em nossas vidas? Muitas pessoas oram sem entender ou perceber o significado real da prece, entregando-se a ela como se, pela simples repetição de palavras mágicas, decoradas como num recitativo, as soluções para os seus problemas chegassem de forma automática. Não, a prece verdadeira não é isso! A prece verdadeira é uma comunhão com as Forças Superiores da Vida . Feita assim, a prece, além de movimentar recursos dos Bons Espíritos em nosso favor, ou em favor de alguém por quem pedimos, alimenta-nos espiritualmente, fortalecendo-nos a resistência às investidas do mal. Um resultado imediato da prece, que pode ser constatado tão logo a terminamos, é o bem-estar que sentimos, a disposição tranqüila para o enfrentamento de situações adversas, ou a tranqüilidade necessária à aceitação de situações que não conseguimos modificar.
Vejamos, nas palavras de um Espírito já beneficiado pelas luzes evangélicas, o que representa a prece: o Instrutor Druso, comentando sobre o valor da oração, diz que ela não tem o poder de alterar a aplicação das leis divinas, diante das quais somos, de um modo geral, culpados por inúmeras faltas. Mas a prece tem o poder de renovar, de melhorar o nosso modo de ser, de agir. Ela, na verdade, não remove os obstáculos que estão em nosso caminho, mas dá-nos forças para vencê-los, ao mesmo tempo em que nos vacina contra o mal em que podemos reincidir. Além disso, a prece facilita a nossa aproximação dos grandes benfeitores que nos amparam, auxiliando-nos na organização de novo roteiro para a caminhada segura.
Resumindo, pode-se dizer que a prece tem uma ação muito positiva porque:
Revigora o Espírito, elevando-lhe o padrão vibratório, tornado-o mais forte;
Ajuda na aceitação das provas, propiciando compreensão e tranqüilidade;
Proporciona amparo ao semelhante;
Age como elemento de equilíbrio, criando ambiente favorável à ação dos Bons Espíritos;
Higieniza o ambiente e alimenta-nos espiritualmente, como pão do Espírito que é
Impregna o lar de energias positivas, saudáveis, reconfortantes, calmantes, beneficiando as pessoas.

c) Fixação e/ou avaliação:
1. Formação de frase.
2. Leitura e interpretação.

1. Fazer cópias dos modelos de exercício abaixo, em que as crianças deverão colocar em ordem a frase, nos retângulos em branco, a fim de encontrarem um ensinamento sobre a prece.*

2. Depois da exposição oral, o Evangelizador deverá formar grupos e distribuir os textos da página 8, pedindo às crianças que os leiam e comentem-nos. A leitura poderá ser feita em silêncio ou em voz alta, de acordo com a possibilidade das crianças e a disponibilidade de tempo.*


* O Evangelizador poderá escolher o exercício 1 ou o 2, de acordo com o nível da turma.






d) Material didático:
1. Tiras de papel com exercícios de palavras;
2. Textos para leitura.

A prece modifica as vibrações do ambiente:
André Luiz, ao sair do ambiente equilibrado de uma reunião espírita, fica chocado com a diferença entre o ambiente do Centro e o da rua: “Para nós outros, os desencarnados, a atmosfera interior impregnava-se de elementos balsâmicos, regeneradores. Cá fora, porém, o ar pesava. Compreendi, uma vez mais, a sublimidade da oração e do serviço da Espiritualidade superior, na intimidade das criaturas. A prece, a meditação elevada, o pensamento edificante, refundem a atmosfera, purificando-a.” Notando as observações de André Luiz, o instrutor Alexandre disse-lhe: “A modificação, evidentemente, é inexprimível. Ante as vibrações harmoniosas da paisagem interior, iluminada pela oração, e a via pública, repleta de emanações inferiores, há diferenças singulares.” (Missionários da Luz, cap. 5).

A prece liga as forças daqueles que oram em conjunto:
A irmã Zenóbia, André Luiz e mais alguns Espíritos procuravam ajudar um Espírito sofredor, que habitava o Umbral. Diante da revolta desse Espírito, que não queria ouvi-los, a irmã Zenóbia começou a orar, e o valor da prece se revelou quase imediatamente, conforme relata André Luiz: “Oh! mais uma vez reconheci que a prece é talvez o poder máximo conferido pelo Criador à criatura! Em seguida à súplica, sensibilizado, observei que de todos nós se irradiavam forças brilhantes que alcançavam o tórax de Zenóbia, como a reforçar-lhe as energias, e de suas mãos carinhosas e beneméritas, então iluminadas pela claridade doce e branda, emanavam raios diamantinos. A amorável amiga colocou-as sobre a fronte do desventurado, oferecendo-nos a certeza de que maravilhosas energias se haviam improvisado em benefício dele.” (Obreiros da Vida Eterna, cap. 6).
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A prece produz barreiras que impedem a entrada de Espíritos desequilibrados num ambiente:
Dimas, médium espírita, havia desencamado em sua própria casa. Conforme costume da época, o corpo estava sendo velado ali mesmo. Em dado momento, a relativa calma reinante no ambiente foi perturbada pela invasão de várias entidades desequilibradas, cuja presença – não fosse a intervenção imediata do Espírito encarregado de manter a paz merecida pelo desencarnante – teria provocado perturbação maior. Mas por que esses Espíritos conseguiram entrar naquele lar, se Dimas era um homem bom? O Espírito encarregado da guarda do velório explica a André Luiz: “Dimas, não obstante dedicado à causa do bem e compelido a grande esforço de cooperação na obra coletiva, descuidou-se de incentivar a prática metódica da oração em família, no santuário doméstico. Por isso tem defesas pessoais, mas a residência conserva-se à mercê da visitação de qualquer classe.”
Obreiros da Vida Eterna, cap. 14).
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A ajuda exterior sempre se faz, mas ela se torna muito mais efícaz com a prece do interessado:
O irmão Jacob enfrentava algumas dificuldades no momento da sua desencamação. Essas dificuldades tinham origem na sua desarmonia interior. Embora sua filha desencarnada procurasse auxiliá-lo, não conseguia aliviá-lo conforme desejava, até o momento em que recomendou-lhe a prece: “Lembre-se, paizinho, da necessidade de concentração na prece.” E ele aceitando a sugestão, busca forças na oração para modificar seu estado íntimo, e as consegue, conforme relata: “Rogando a Jesus me auxiliasse a encontrar o melhor caminho, observei que minha capacidade visual se dilatava.” A partir daí, passou a ver e comunicar-se com Bezerra de Menezes e o irmão Andrade, que ali estavam para auxiliá-lo. (Voltei, cap. “Em Posição Difícil”).
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A prece ajuda na manutenção da vigilância que se deve manter em relação aos pensamentos:
Disse Jesus: “Vigiai e orai, para que não entreis em tentação.” (Mt, 26: 41). Sobre esse ensinamento do Mestre, o Espírito Hilário Silva, diz-nos que “... a oração e a vigilância, recomendados pelo Divino Mestre, constituem elementos indispensáveis para que estejamos serenos e valorosos nas menores ações da vida.” (Almas em Desfile, cap. 6).
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Aula 6
(Faixa etária 12-16 anos)


O tema prece, cai como um desafio nas aulas de evangelização. Os evangelizandos são unânimes em estabelecer uma ligação da prece com uma conversa com Deus. Assim, fazendo um "apanhado" das idéias, faço percebe-los que que a maioria reza apenas quando encontra-se em dificuldades ou para fazer algum pedido a Deus. Com esses dados, tenho uma boa motivação para começar a aula.
Quando pergunto o que é a prece, correlaciono também a comunicação via telefone, alguns citam o exemplo da internet, outros dizem que não porque a gente não lê a nossa prece...que é apenas uma voz. Acaba sendo interessante, aos poucos eles vão construindo a idéia. Após essa discussão, entramos paulatinamente na questão da serventia da prece, não dá para complicar muito, pois o ato de orar em sua essência, tem que ser algo simples e confortante. Como já mencionaram inicialmente que é uma conversa com Deus e com os amigos espirituais, é o momento oportuno de levá-los a refletir que na maioria das vezes, a oração se faz em momento de dor e para fazer um pedido. E o agradecimento? Muitos, nesse momento, acabam percebendo que de fato não agradecem tanto quando deviam ou que ñao agradecem nunca. Nas indagações, houve a curiosidade em saber se a oração pode ser feita na rua. Reportei-me então, na questão de que devemos manter-nos sempre em vigília. Ficou associado assim, que o pensamento bom, também é uma oração. Lembrei sobre a prece feita em casa, em especial, no momento de dormir. Pedi para que cada um se sentisse como ator para representar. Foi muito divertido, eles deitavam no chão, representando a cama e gesticulavam à sua maneira, outros rezavam apenas até a metade e fechavam os olhos (não conseguiam orar até o final). Tudo isso encenado, foi muito animado.Com estes gestos, deu para assinalar que muitas vezes, há apenas o ritual, sem nenhuma intenção verdadeira de agradecimento ou diálogo com Deus.
Escolhi um texto, que foi muito útil ao desenvolvimento da aula:
" Jesus definiu claramente as qualidades da prece. Quando orardes, diz ele, não vos ponhais em evidência; antes, orai em secreto. Não afeteis orar muito, pois não é pela multiplicidade das palavras que sereis escutados, mas pela sinceridade delas. Antes de orardes, se tiverdes qualquer coisa contra alguém, perdoai-lhe, visto que a prece não pode ser agradável a Deus, se não parte de um coração purificado de todo sentimento contrário à caridade. Orai, enfim, com humildade, como o publicano, e não com orgulho, como o fariseu. Examinai os vossos defeitos, não as vossas qualidades e, se vos comparardes aos outros, procurai o que há em vós de mau". (Cap. X, nº 7 e nº 8.)
(Evangelho de Mateus 6.7)
(enviado por Bhethy-PR)
Parte Terceira, Capítulo II, item A Prece, de O Livro dos Espíritos.


658. Agrada a Deus a prece?


“A prece é sempre agradável a Deus, quando ditada pelo coração, pois, para Ele, a intenção é tudo. Assim, preferível Lhe é a prece do íntimo à prece lida, por muito bela que seja, se for lida mais com os lábios do que com o coração. Agrada-Lhe a prece, quando dita com fé, com fervor e sinceridade. (...)”

659. Qual o caráter geral da prece?


“A prece é um ato de adoração. Orar a Deus é pensar Nele; é aproximar-se Dele; é pôr-se em comunicação com Ele. A três coisas podemos propor-nos por meio da prece: louvar, pedir, agradecer.”


660. A prece torna melhor o homem?


“Sim, porquanto aquele que ora com fervor e confiança se faz mais forte contra as tentações do mal e Deus lhe envia bons Espíritos para assisti-lo.(...)”
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Aula: Pai Nosso
Prece inicial


Primeiro momento: fazer um cartaz em que a primeira letra de cada figura forme o tema da aula: PAI NOSSO, para que os evangelizandos descubram qual o assunto a ser abordado.

Segundo momento: fazer os seguintes questionamentos aos evangelizandos:

1 - Quem conhece a oração do Pai Nosso?

2 - Que outros nomes possui esta oração? (Oração Dominical ou Oração do Senhor, porque os discípulos chamavam Jesus de Dominus - Senhor em latim)


3 - Quem ensinou esta prece?


4 - A quem é dirigida esta oração?


Terceiro momento: Explicar o significado de cada trecho da oração
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Aula 2
Prece inicial
(perguntar se alguém conhece uma prece decorada e se gostaria de dizê-la).


Primeiro momento: relembrar que podemos orar em qualquer lugar e momento. Falar das características da prece: sinceridade, humildade, amor e fé em Deus.

Segundo momento: colocar em cima da mesa diferentes cartões, com diferentes cores (ou esconder pela sala). Cada pedaço é uma palavra (ou um grupo de palavras) e cada cor forma uma frase da oração Pai Nosso. Dividir em grupos, pela cor, para que formem as frases. Nesse momento o evangelizador distribui tiras de folhas de ofício ou similar para que os evangelizandos colem as frases individualmente. Depois de colada a frase, oportunizar que cada grupo converse cinco minutos sobre o significado do trecho da prece.
É importante que o evangelizador numere os cartões (no verso) para que o passo seguinte (terceiro momento), seja feito de acordo com a seqüência da oração. Veja, em negrito, como pode ser dividida a oração.

Obs.: esta é uma adaptação livre da oração, divulgada entre os espíritas e de autoria desconhecida.

Sugestão: segundo e terceiro ciclos.
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Aula 3


OBJETIVO: conhecer Deus, compreender melhor suas Leis, reconhecer-nos como seus filhos, estabelecer uma identidade com Ele.

MATERIAL: Nenhum ou você pode escrever a oração no quadro ou distribuir em folha para seus alunos acompanharem

COMO APLICAR: fazer a leitura da frase em destaque da oração e conversar com o grupo sucessivamente.


PAI NOSSO: Jesus nos apresentou o Pai, não o Criador, nem o Rei, nem Deus, mas o Pai de cada um de nós e de todas as criaturas. É um apelo que nos recorda nossa filiação divina, nossa verdadeira paternidade. Jesus demonstra a nítida consciência da relação íntima com o Deus, da identidade por ele vivida - “Eu e o Pai somos um”. Nós ainda somos os seus filhos em evolução, em crescimento.


QUE ESTAIS NO CÉU: se nossos valores são essencialmente representados pelos bens da Terra, o céu se torna uma abstração, inatingível e longínquo. Somos habitantes deste mesmo céu, a cada retorno nosso a pátria espiritual, nosso lar.


SANTIFICADO SEJA O TEU NOME: para honrar nossa filiação divina. Tudo que possamos compreender sobre Deus, tudo que possamos alcançar sobre Deus, está no entendimento de suas Leis. Aquilo que chamamos de justiça, bondade, castigo, recompensa nada mais é do que a aplicação de suas Leis, agindo a favor do equilíbrio de sua Criação, nos mínimos detalhes. Santificar é o roteiro para a felicidade, ajustando nosso comportamento a perfeição das Leis que regem o Universo. Somos invadidos pela Divindade, tanto que dela nos sustentamos, nela vivemos, respiramos e existimos


VENHA O TEU REINO: é o pedido de ajuda para que edifiquemos no mundo íntimo o Reino dos Céus. Se a vida se apresenta sedutora, com seus supérfluos e futilidades, dificilmente realizaremos nossa reforma íntima e alcançaremos este Reino. Sem reforma íntima, o homem está distanciado de Deus, pois não ama adequadamente a si mesmo e a seu próximo, permanece cheio de vícios e erros, fracassa nas provas a que se dispôs nesta encarnação, dilatando seu processo de melhoria.

SEJA FEITA A TUA VONTADE: Se meus caprichos e desejos devem ser atendidos primeiramente, pouca força temos para acionar nossa vontade. A submissão ao que vem de Deus, é o reflexo de humildade no reconhecimento de que necessitamos de ajuda e na crença de que tudo que vem de Deus é o melhor para nós. É a confiança em Deus que nos estimula ao progresso, onde Deus oferece o campo de luta e as possibilidades de vencer.


O PÃO NOSSO DE CADA DIA NOS DAI HOJE: o pão é o simbolismo da palavra que alimenta, que sacia, bem como o pão propriamente dito, que nutre. É o exercicio de nossas habilidades, onde usamos de nosso livre-arbítrio na aplicação de nossas potencialidades.

PREDOAI AS NOSSAS OFENSAS ASSIM COMO PERDOAMOS A QUEM NOS TEM OFENDIDO: é a importância da atitude perante o próximo. Se não me importo de caluniar, mentir, injustiçar, dar apelidos, não posso esperar bons relacionamentos. É a ação e reação das palavras e dos sentimentos que nelas impregnamos. Devemos deixar de ser juízes de nossos semelhantes, sem censuras ou acusações, respeitando os direitos dos outros e criando o ambiente para que o bem aja e se fortaleça.

NÃO NOS DEIXEI CAIR EM TENTAÇÃO: é a porta larga, das facilidades, das superficialidades, ou a porta estreita da dedicação, abnegação, do abrir mão de meu tempo ou de minhas coisas em favor de um bem maior. Ao passarmos pela entrada da porta estreita, um vasto horizonte aparece para nós.

LIVRAI-NOS DO MAL: se santifico seu nome, se perdôo ao próximo, se não caio mais em tentação, estamos livres de todo o mal.

































 
























































































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